Iscte Executive Education_

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Inteligência Artificial e dados são procurados

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:38:50 AM

 Inteligência Artificial e dados são a grande aposta do momento. Escolas reforçam oferta e procura revela solidez. As clássicas liderança, gestão e estratégia continuam na ordem do dia.  

 

A Inteligência Artificial é um dos temas do ano e aformação executivanão foge à regra. Era de esperar. À medida que os indivíduos e as empresas adotam ferramentas de IA, cresce a procura por formação específica nesta área do conhecimento.

“Estamos a assistir a uma transformação estrutural na forma como as organizações operam e tomam decisões. É fundamental que os profissionais desenvolvam competências que lhes permitam aplicar novas ferramentas de IA de forma crítica, ética e estratégica”, explica José Crespo de Carvalho, presidente doIscte Executive Education.

A instituição está a reforçar de forma significativa a oferta nesta área, o que reflete a diversidade de perfis e necessidades do mercado, desde gestores e decisores a perfis mais técnicos.

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Uma geração sem líderes?

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:36:17 AM

Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. 

 

 

Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. Não é apenas saber se as novas gerações querem trabalhar. Essa é a formulação fácil. Talvez até injusta. E parece-me que cada vez mais óbvia, simplificando, na resposta.

As questões devem ser outras: querem liderar? Querem assumir responsabilidades? Querem responder por pessoas, decisões, erros e consequências? Liderar não é ter estatuto, gabinete, título ou visibilidade. Isso até é tudo mais ou menos arranjável com cosmética. Porém, liderar é responder quando as coisas correm mal. É decidir com informação incompleta. É aguentar pressão. É proteger equipas. É dizer que não. É saber que nem tudo é compatível com conforto individual.

Se há uma geração educada para evitar fricção, fugir ao desconforto, confundir crítica com agressão e exigência com toxicidade, a liderança será sempre uma dor de cabeça. Não por falta de inteligência, formação ou talento técnico. Nem por ser pior que outras gerações. Antes por total falta de disposição para carregar o peso da responsabilidade. Diga-se, no geral, peso.

O discurso sobre trabalho insiste, quase sempre com razão, em respeito, saúde mental, equilíbrio, flexibilidade e propósito. Tudo isso corrigiu excessos reais. Mas há uma parte obliterada: nenhuma empresa, hospital, universidade, autarquia ou ministério funciona apenas com pessoas equilibradas e satisfeitas. Funciona porque há alguém que assume, resolve, decide e toma conta das coisas. Ponto. Caso contrário, não havia nem empresas, nem hospitais, nem universidades, nem autarquias, nem ministérios ou o que fosse.

E aqui entra a segunda questão: o chamado work-life balance será possível para todos? Será possível, nos termos em que é “vendido”, para quem vai liderar?

A resposta, por antipática que seja, parece-me clara: não. Pelo menos não sempre. Quem lidera deve ter vida pessoal, família, descanso, saúde e limites. Óbvio. Mas esse alguém não deve imaginar que a liderança se possa exercer apenas dentro de horários perfeitos. Há crises, urgências, decisões fora de horas, clientes que exigem resposta, problemas que rebentam quando menos convém.

Liderar é aceitar que a realidade não pede licença ao eventualmente idealizável.

O risco é este: se todos quiserem equilíbrio absoluto, previsibilidade total, baixo desconforto e responsabilidade limitada, quem ficará disponível para comandar? Quem aceitará dirigir escolas, hospitais, empresas, serviços públicos e projetos difíceis? Quem estará disposto a ser cobrado? Ah, já sei, vão responder-me que serão os autómatos a fazer isso. Pois sim. No dia em que deixarmos o autómato liderar homens…enfim. Sem mais comentários nesta linha.

Estamos a criar uma sociedade com muitos qualificados e poucos responsáveis. Muitos competentes e poucos disponíveis para decidir. Muitos opinadores televisivos e de bancada e poucos ou nenhuns construtores. Muitos que querem impacto, mas poucos que aceitam o preço do impacto.

Uma organização que não tenha quem assuma o comando, que lidere, fica em suspensão. Reúne, discute, consulta, adia, comunica, justifica. Mas não anda. Se certos lugares deixarem de ser desejados, teremos um vazio de liderança. Não com grande alarido. Bem pior: de forma silenciosa. Um vazio de pessoas que façam acontecer.

Talvez esteja na altura de dizer aos mais novos, sem moralismo: o mundo precisa de equilíbrio, sim, mas também precisa de entrega. Tem de ter direitos, mas, da mesma forma, deveres. Precisa de bem-estar, mas, igualmente, de responsabilidade.

Se não voltarmos a educar e a formar pessoas capazes de assumir, decidir e responder, faltará comando. Faltará liderança. E, lá está, quem educa agora filhos deve pensar exatamente o que está a fazer por eles. Tal como nas escolas e nas universidades. Se a apaparicá-los e a não os deixar falhar ou se a prepará-los para as adversidades. Porque as adversidades virão como a mudança: são e serão uma constante. Vamos sentir falta, claramente, de quem tome conta das coisas. Aliás, já estamos a sentir.

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A explosão da formação executiva em Portugal

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:23:12 AM

Há 50 anos era impossível pensar que isto pudesse acontecer.

 

O Portugal analfabeto tornar-se uma força na formação para executivos e ter seis instituições a competir com as melhores do mundo. Não foi preciso tanto tempo.

O caminho levou umas duas décadas a percorrer e não tem fim à vista. O paradigma da aprendizagem ao longo da vida e a necessidade de requalificar a força de trabalho tornaram a formação uma ferramenta indispensável. A academia está a agarrar o filão.

De acordo com as principais escolas de Formação de Executivos, os programas para quadros demiddleetop managementcontinuam a crescer em quantidade e qualidade, abrangendo todas as temáticas que se possa imaginar, enquanto cada vez mais estreitam laços com o sector empresarial, para o qual desenham programas específicos. Dentro e fora do país. Como se chegou até aqui?

“Os fundamentos da estratégia são consistência, proximidade às empresas, internacionalização, qualidade pedagógica, capacidade de ter impacto e coragem para melhorar todos os anos”, explica José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, um dos protagonistas desta história bem sucedida, ao Jornal Económico (JE).

 

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A Ler: 108 Vozes pela Habitação

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:15:20 AM

 Sob o lema “o que nos abriga é também o que nos constrói”, o livro “108 Vozes pela Habitação” é o mais recente lançamento editorial da Associação INDEG – Projeto ISCTE, um livro que visa elevar o debate sobre a habitação. 

 

 

Do que fala
Editado pela Oficina do Livro/Leya e coordenado pelo Iscte Executive Education, o livro “108 vozes pela habitação” reúne textos de 108 personalidades, de diversos quadrantes e diversas áreas, quer empresariais, quer de formação, que ao longo de mais de 700 páginas partilham a sua visão sobre o tema da habitação em Portugal.

Este novo livro da coleção que o Iscte Executive Education tem desenvolvido sobre várias temáticas relevantes da atualidade, aborda a problemática da habitação, um direito constitucional que tem vindo a ser posto em causa na sociedade portuguesa. A apresentação do “108 vozes pela habitação” sublinha que “uma sociedade que não garante habitação estável, acessível e digna não falhou apenas numa política pública. Falhou em quase todas as políticas públicas. E falhou na sua capacidade de estruturar o futuro”.

Sublinha ainda que “a habitação não é um setor: é a infraestrutura silenciosa de tudo o resto. Sem casa não há natalidade sustentável, nem saúde mental resiliente, nem mobilidade social, nem produtividade consistente, nem coesão territorial. Há apenas improviso, precariedade e exclusão. Tudo disfarçado de normalidade. Se esta obra cumprir o seu objetivo, não resolverá o problema da habitação em Portugal. Mas, para já, começará a elevar o debate e a integrá-lo em várias perspetivas. Num país onde se governa reagindo aos efeitos em vez de enfrentar as causas, isso, pensamos, já é um passo decisivo”.

Contribuem para este debate textos de personalidades como Carlos Moedas, António Nogueira Leite, Gilberto Jordan, Francisco Sottomayor, Rui Vinhas da Silva, Vasco Pereira Coutinho, Patrícia Barão, Vítor Poças, Filipa Roseta ou Madalena Azeredo Perdigão, entre muitos outros.

 

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