Iscte Executive Education_

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“Pensar a habitação de forma séria”

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 6:18:19 PM

 

A obra "108 Vozes pela Habitação" - editada pela Oficina do Livro/Leya e coordenada pelo Iscte Executive Education -, foi lançada na Feira do Livro de Lisboa. 

Em entrevista, o professor Crespo de Carvalho e coordenador do livro, esclarece-nos que, nesta colectânea, a habitação é considerada “sine qua non” para a qualidade, mobilidade, eficiência energética, segurança, proximidade ao trabalho, educação e serviços de saúde.

Entrevista de Carla Celestino, directora da Magazine Imobiliário

Imagino que aceitar o repto de coordenar o projeto “108 Vozes pela Habitação” não deve ter sido nada fácil… Que desafios enfrentou?

Bom eu não aceitei. Nós, Iscte Executive Education, debatemos o tema e achámos que a habitação seria o ideal nesta altura. Até para podermos debater em escrito, serenamente, sem a estridência do debate vocal. São vozes escritas. E, claro está, estive sempre acompanhado pelos meus colegas de Comissão Executiva, pela Mónica Bello e pelo João Pombeiro, apoios críticos para este caminho.

Portanto, diria que o maior desafio foi precisamente evitar aquilo que normalmente acontece quando se fala de habitação: transformar um problema complexo numa batalha de trincheiras ideológicas. A habitação não é um tema de esquerda ou de direita, é um tema de cidadania, competitividade económica, coesão social e sustentabilidade territorial. Para além de um direito consagrado.

108 especialistas com visões, experiências e sensibilidades distintas precisavam de um espaço “silencioso”, como é o espaço de um livro. Criou-se, assim, um espaço de diálogo onde o contraditório é valorizado e não eliminado. O objectivo nunca foi produzir um pensamento único. Foi, pelo contrário, demonstrar que existe inteligência colectiva suficiente em Portugal para pensar a habitação de forma séria, multidisciplinar e consequente.

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MBA portugueses também estão mais internacionais

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:45:27 AM

 O MBA é um programa de formação avançada em gestão. No conjunto das vertentes ‘full time’ executivo e online há seis programas lecionados por três instituições portuguesas que se distinguem nos rankings. 

 Cereja no topo do bolo da formação para executivos de topo, o MBA (Master in Business Administration) é um nicho de mercado, onde Portugal tem tradicionalmente uma presença modesta. Mas algo parece estar a mudar. 

O Executive MBA do Iscte Executive Education, também habitué do QS World University Rankings como um dos melhores Executive MBA europeus, conta com quase duas décadas e capacita os participantes para lugares de topo e cargos de administração. Coordenado por Dulce Mota e Pedro Fontes Falcão, o programa combina “rigor académico, visão internacional e um enfoque consistente em liderança, inovação e sustentabilidade”. 

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Inteligência Artificial e dados são procurados

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:38:50 AM

 Inteligência Artificial e dados são a grande aposta do momento. Escolas reforçam oferta e procura revela solidez. As clássicas liderança, gestão e estratégia continuam na ordem do dia.  

 

A Inteligência Artificial é um dos temas do ano e aformação executivanão foge à regra. Era de esperar. À medida que os indivíduos e as empresas adotam ferramentas de IA, cresce a procura por formação específica nesta área do conhecimento.

“Estamos a assistir a uma transformação estrutural na forma como as organizações operam e tomam decisões. É fundamental que os profissionais desenvolvam competências que lhes permitam aplicar novas ferramentas de IA de forma crítica, ética e estratégica”, explica José Crespo de Carvalho, presidente doIscte Executive Education.

A instituição está a reforçar de forma significativa a oferta nesta área, o que reflete a diversidade de perfis e necessidades do mercado, desde gestores e decisores a perfis mais técnicos.

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Uma geração sem líderes?

Posted by Iscte Executive Education_ on Jun 15, 2026 11:36:17 AM

Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. 

 

 

Há uma pergunta incómoda a aparecer nas universidades, nas empresas, nas organizações e no Estado. Não é apenas saber se as novas gerações querem trabalhar. Essa é a formulação fácil. Talvez até injusta. E parece-me que cada vez mais óbvia, simplificando, na resposta.

As questões devem ser outras: querem liderar? Querem assumir responsabilidades? Querem responder por pessoas, decisões, erros e consequências? Liderar não é ter estatuto, gabinete, título ou visibilidade. Isso até é tudo mais ou menos arranjável com cosmética. Porém, liderar é responder quando as coisas correm mal. É decidir com informação incompleta. É aguentar pressão. É proteger equipas. É dizer que não. É saber que nem tudo é compatível com conforto individual.

Se há uma geração educada para evitar fricção, fugir ao desconforto, confundir crítica com agressão e exigência com toxicidade, a liderança será sempre uma dor de cabeça. Não por falta de inteligência, formação ou talento técnico. Nem por ser pior que outras gerações. Antes por total falta de disposição para carregar o peso da responsabilidade. Diga-se, no geral, peso.

O discurso sobre trabalho insiste, quase sempre com razão, em respeito, saúde mental, equilíbrio, flexibilidade e propósito. Tudo isso corrigiu excessos reais. Mas há uma parte obliterada: nenhuma empresa, hospital, universidade, autarquia ou ministério funciona apenas com pessoas equilibradas e satisfeitas. Funciona porque há alguém que assume, resolve, decide e toma conta das coisas. Ponto. Caso contrário, não havia nem empresas, nem hospitais, nem universidades, nem autarquias, nem ministérios ou o que fosse.

E aqui entra a segunda questão: o chamado work-life balance será possível para todos? Será possível, nos termos em que é “vendido”, para quem vai liderar?

A resposta, por antipática que seja, parece-me clara: não. Pelo menos não sempre. Quem lidera deve ter vida pessoal, família, descanso, saúde e limites. Óbvio. Mas esse alguém não deve imaginar que a liderança se possa exercer apenas dentro de horários perfeitos. Há crises, urgências, decisões fora de horas, clientes que exigem resposta, problemas que rebentam quando menos convém.

Liderar é aceitar que a realidade não pede licença ao eventualmente idealizável.

O risco é este: se todos quiserem equilíbrio absoluto, previsibilidade total, baixo desconforto e responsabilidade limitada, quem ficará disponível para comandar? Quem aceitará dirigir escolas, hospitais, empresas, serviços públicos e projetos difíceis? Quem estará disposto a ser cobrado? Ah, já sei, vão responder-me que serão os autómatos a fazer isso. Pois sim. No dia em que deixarmos o autómato liderar homens…enfim. Sem mais comentários nesta linha.

Estamos a criar uma sociedade com muitos qualificados e poucos responsáveis. Muitos competentes e poucos disponíveis para decidir. Muitos opinadores televisivos e de bancada e poucos ou nenhuns construtores. Muitos que querem impacto, mas poucos que aceitam o preço do impacto.

Uma organização que não tenha quem assuma o comando, que lidere, fica em suspensão. Reúne, discute, consulta, adia, comunica, justifica. Mas não anda. Se certos lugares deixarem de ser desejados, teremos um vazio de liderança. Não com grande alarido. Bem pior: de forma silenciosa. Um vazio de pessoas que façam acontecer.

Talvez esteja na altura de dizer aos mais novos, sem moralismo: o mundo precisa de equilíbrio, sim, mas também precisa de entrega. Tem de ter direitos, mas, da mesma forma, deveres. Precisa de bem-estar, mas, igualmente, de responsabilidade.

Se não voltarmos a educar e a formar pessoas capazes de assumir, decidir e responder, faltará comando. Faltará liderança. E, lá está, quem educa agora filhos deve pensar exatamente o que está a fazer por eles. Tal como nas escolas e nas universidades. Se a apaparicá-los e a não os deixar falhar ou se a prepará-los para as adversidades. Porque as adversidades virão como a mudança: são e serão uma constante. Vamos sentir falta, claramente, de quem tome conta das coisas. Aliás, já estamos a sentir.

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