Pequeno Almoço Debate: Business Schools

Posted by Iscte Executive Education_ on Oct 8, 2026, 11:19:32 AM

 A formação executiva enfrenta novos desafios: da inteligência artificial à crise da atenção, passando pela internacionalização e pela crescente exigência das empresas 

As business schools atravessam um período de mudança, marcado por desafios e evolução tecnológica, que exige ir além da transmissão de conhecimento técnico e reforçar a proximidade às empresas.

 As escolas de gestão enfrentam um desafio sem precedentes: a transição de um modelo de transmissão de saber para um ecossistema de experiência e aplicabilidade . Num encontro promovido pela Executive Digest, alguns dos principais nomes do sector analisaram as oportunidades e as ameaças que pairam sobre a formação executiva em 2026. Participaram neste encontro Carmen Silva e João Campos (Técnico +), José Veríssimo (ISEG), Luís Schwab (IPAM), Mafalda Pescaria (The Lisbon MBA), Marta Pimentel (Nova SBE), Paulo Martins (Iscte Executive Education), Sara Pacheco (Católica Porto School of Business and Economics) e Tânia Sousa (Católica Lisbon School of Business & Economics). 

O estado da nação e a prudência do investimento Hoje, as escolas de gestão em Portugal vivem um contraste entre o dinamismo das instituições e uma maior cautela por parte das empresas. Embora as organizações continuem a investir na valorização dos seus colaboradores, existe hoje uma maior cautela quando o investimento é feito pelo próprio profissional. Nesse caso, a decisão é mais ponderada, sobretudo devido à preocupação com os custos e com o retorno imediato que a formação pode trazer. 

Este cuidado acrescido faz ainda mais sentido à luz de um número que surgiu na discussão: a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos ronda os 23%, claramente acima da taxa de desemprego global, que se situa nos 5,5%. Um desequilíbrio que, mais do que reflectir falta de oportunidades, se traduz sobretudo numa forte compressão salarial nos escalões de entrada - os salários mínimo e mediano estão muito comprimidos , referiu um dos presentes. A academia enfrenta o desafio de se manter relevante num mundo que muda cada vez mais rápido, tornando difícil acompanhar estas mudanças através de estruturas tradicionais. Existe a percepção de que a academia está claramente atrasada . O modelo hiperestruturado que marcou o ensino durante décadas parece já não se adaptar a um contexto global mais volátil e imprevisível. Por isso, um dos principais desafios das escolas é desformatar a academia , o que implica não só actualizar os currículos, mas também mudar a mentalidade dos docentes. 

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Iscte desenvolve programa de gestão e liderança para o Grupo Carrinho

Posted by Iscte Executive Education_ on Oct 7, 2026, 11:47:26 AM

O Iscte Executive Education desenvolveu para o Grupo Carrinho o programa «Gestão 360º: Estratégia, Operações, Liderança e IA»

Uma formação à medida destinada a 40 administradores e diretores das suas diferentes empresas. A iniciativa resulta de uma parceria com a Academia Dona Leonor Carrinho, estrutura de formação da Fundação Família Carrinho.

Leccionado pelo Iscte Executive Education, o programa combina a experiência académica e executiva da instituição com o conhecimento da Academia sobre a realidade e os desafios de gestão do Grupo Carrinho. O objetivo é reforçar as competências estratégicas, financeiras, operacionais, comerciais, tecnológicas e de liderança dos participantes, criar uma linguagem comum de gestão e apoiar decisões mais informadas e uma execução mais consistente.

Com início no passado dia 2 de outubro em formato integralmente presencial, com o módulo Inteligência Artificial (IA) para Gestão, e encerramento previsto para 20 de março de 2027, o percurso combina sessões presenciais em Angola e sessões à distância.

O programa está estruturado em 10 módulos: Contabilidade e Demonstrações Financeiras; Finanças e Projetos de Investimento; Estratégia e Foresight; Operações e Cadeia de Abastecimento; Gestão de Projetos; Gestão Comercial e Vendas; Marketing, Marca e Digital; Inteligência Artificial para Gestão; Competências e Liderança; e Negociação e Stakeholders.

José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, refere: «O Grupo Carrinho é uma referência incontornável em Angola. A aposta agora é tornar ainda mais fortes as pessoas que sustentam essa dimensão e essa ambição referenciais. Qualificar quadros é aumentar a capacidade de decidir, executar e transformar. Grupos grandes fazem-se de pessoas grandes. E quando se investe nelas, elas tornam-se ainda maiores.»

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O Futuro não espera por quem ainda está ligado ao passado

Posted by Iscte Executive Education_ on Oct 6, 2026, 6:25:44 PM

A IA acelerou o conhecimento, mudou o trabalho e está a transformar a forma como ensinamos e aprendemos.

A informação está hoje disponível em todo o lado. Precisamente por isso, aprender não pode passar apenas por acumular conteúdos. É necessário saber escolher, questionar, relacionar, experimentar e decidir. E transformar conhecimento em ação. Responsabilizando-se, obviamente, por ela. Tenho para comigo que as empresas que irão vencer não serão necessariamente as que sabem mais. Serão as que aprendem mais depressa. As que desaprendem, e até esquecem, o que deixou de funcionar. E voltam a reaprender antes das outras.
É aqui que a formação de executivos se torna decisiva.
No Iscte Executive Education, trabalhamos nessa fronteira.
Entre a academia e a empresa, a ciência e a prática, a tecnologia e o humano, o presente e o futuro.
Não formamos para um mundo ideal. Formamos para o mundo real. Com todos os problemas reais. Com empresas reais, dados reais e decisões reais.
O formato é essencial. Tal como essencial é o impacto.
E a presença é, não obstante, insubstituível quando cria relação, debate e experiência. Muito embora o digital acrescente flexibilidade, escala e até personalização. O híbrido pode, igualmente, reunir alguns mundos interessantes. A aprendizagem, per se, tem de mudar comportamentos. Melhorar decisões.
Acelerar resultados. 
Criar valor.
Caso contrário, é apenas informação bonitinha, mais ou menos bem apresentada. A IA terá um papel crescente. Vai personalizar conteúdos. Apoiar análises, criar cenários, simular decisões e acelerar processos. Mas penso que não irá substituir tudo. Será que chegaremos ao limiar da metacognição pela IA?

Talvez sim, talvez não. Por enquanto, a liderança continuará a exigir julgamento, ética, coragem, empatia, consciência, autonomia e capacidade para comunicar, mobilizar pessoas e decidir em ambientes
de enorme incerteza.

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OPINIÃO - A universidade tem um problema de aprendizagem. Não de IA

Posted by Iscte Executive Education_ on Oct 6, 2026, 11:23:02 AM

AI in Higher Education Global Survey 2026, do Digital Education Council, tem uma dimensão difícil de ignorar: 45.398 respostas, 27.284 estudantes e 18.114 docentes, em 35 países. E OS números colocam a discussão onde ela deve estar. Não na tecnologia. Mas na aprendizagem.

 

 

 61% dos estudantes dizem que a IA lhes permite perder menos tempo em tarefas repetitivas e concentrar-se mais nas ideias. 31% enfrentam trabalhos mais exigentes. E precisamente isto que queremos: usar tecnologia para elevar a fasquia, não para baixar. Mas aparece imediatamente o outro lado: 21% já têm maior dificuldade em resolver problemas sem IA, 20% dependem dela para produzir melhor trabalho e 19% dizem reter menos conhecimento. Esta é a questão. Não saber fazer um prompt nunca será uma tragédia. Deixar de saber pensar sem um prompt é a tragédia que temos pela frente. Por isso, 66% dos estudantes receiam que a IA torne a aprendizagem demasiado superficial e prejudique pensamento crítico e criatividade. Entre os do-centes, 73% receiam que a utilização de IA esteja a substituir o desenvolvimento cognitivo e as competências dos próprios alunos. A resposta não pode ser proibir. Seria tão absurdo como proibir a calculadora para salvar a matemática. A resposta é redesenhar a aprendizagem. Há conhecimentos que um estudante tem de possuir. Há raciocínio quantitativo que tem de domi-nar. Tem de saber escrever, argumentar, comunicar, discordar, relacionar conhecimento, tomar decisões e trabalhar com outras pessoas. E depois deve usar IA para conseguir fazer mais, melhor e coisas que antes não conseguia fazer. Preocupa-me, particularmente em Portugal, o aluno português. O aluno à procura de um diploma mas sem querer conhecimento, sem curiosidade intelectual e apenas a almejar o output fácil em papel timbrado. Sou licenciado. Sou mestre. Sou MBA. Este aluno é uma preocupação na medida em que não está: a aprender realmente nada. E está a tornar-se dependente em vez de independente. Torna-se dependente para pensar e dependente para decidir. Já agora, a talho de foice, está a tornar-se dependente para assumir responsabilidades? Pois então temos um problema ainda maior. Temos mesmo. Esta fatura vai-se pagar cara nas empresas, mais à frente. Só que a universidade ainda está, na sua grande maioria, longe disto tudo. Apenas 29% dos estudantes consideram os seus professores preparados para os orientar em IA. Só 28% dizem que muitas ou a maioria das avaliações se aproximam das competências e do julgamento que vão precisar num mundo profissional com IA. E apenas 30% consideram os seus programas atuais face à IA e às competências futuras. 

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