IA: Qualquer futuro só tem interesse se for humano

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Uma pergunta incómoda. Estamos a usar a inteligência artificial para desenvolver o homem? E outra: Estamos a treinar o homem para deixar de o ser? 

 

Não vamos de férias, muitos de nós, para desligar o telemóvel.

Isso dura pouco.

Vamos, ou devemos ir, para pensar no que estamos a fazer ao homem.

Leão XIV publicou a Magnifica Humanitas.

Uma encíclica sobre a salvaguarda da pessoa humana na era da inteligência artificial. Não é um texto contra a tecnologia.

É um aviso contra a desistência humana.

A ideia central, digo eu, parece clara.

A máquina calcula. O homem vive. A máquina trata dados. O homem sofre, ama, erra, perdoa, assume responsabilidades e distingue o bem do mal. A IA pode simular empatia. Não sente nada. Pode produzir respostas. Não responde pelas consequências. Estamos a entregar às máquinas a memória, a escrita, a decisão e, pouco a pouco, o próprio pensamento. Chamamos eficiência ao que muitas vezes é dependência. Chamamos progresso ao que pode ser apenas abdicação. 

Veja aqui o artigo de opinião de José Crespo de Carvalho completa em Observador