O MIT publicou um relatório sobre Inteligência Artificial e educação. Não porque seja preciso dizer que a IA vai mudar o ensino, isso já todos sabemos, mas porque coloca a pergunta certa: se a IA já consegue fazer muito do que pedimos aos alunos participantes, então o que estamos realmente a ensinar/fazer?
E a IA responde, para que serve o professor?
Para transmitir informação? Cada vez menos. Para repetir conceitos que qualquer executivo obtém em segundos? Também não.
O professor serve para obrigar a pensar. Para contrariar. Para criar dúvida. Para discutir consequências. Para forçar uma decisão quando não existe resposta perfeita.
O MIT fala de fricção cognitiva. Aprender exige esforço. Exige dúvida. Exige testar uma ideia, defendê-la e descobrir quie pode estar errada.
A IA pode retirar trabalho inútil. ótimo. Fantástico. Mas, se retirarmos o esforço de pensar, temos um problema. E que problema! Estaremos aumentando a acéfalia.
Devemos então proibir a IA? Seriaridículo. É o mínimo que posso dizer. Um aluno/ executivo que termine hoje um programa sem saber trabalhar com IA está mais mal preparado para liderar.
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