Podemos confiar nas agências de acreditação das escolas de gestão?

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Todos sabemos que as universidades são o espaço (ou deviam ser), por excelência e havendo respeito, da liberdade de expressão sem consequências. Só a pluralidade intelectual e a sua complementaridade as fará avançar em várias dimensões, mesmo por entre consensos muitas vezes complexos e posições divergentes.

Não está em causa, neste escrito, avaliar as políticas de diversidade, equidade ou inclusão e os
seus porquês.

Não está em causa, neste escrito, avaliar a bondade, sequer, de uma aproximação à avaliação das universidades por meio de critérios que versem a diversidade, a equidade e a inclusão por parte das agências de acreditação, o que, diga-se, parece ser um caminho mais ou menos óbvio muito embora dependa, também obviamente, da forma como é feito.

Não está em causa sequer saber se o critério A ou B estão bem, ou menos bem na avaliação das universidades. Se os critérios existem devem ser sempre para conseguir um bem maior que deve ser, efetivamente, uma universidade plural e livre.

O que aqui procuro trazer é a tomada de posição da AACSB por quem pelo menos seis universidades portuguesas ou as suas escolas de gestão são acreditadas. A AACSB - Association to Advance Collegiate Schools of Business de origem americana, acaba de anunciar a remoção das diretrizes de diversidade com que vinha a avaliar e a acreditar escolas de gestão.

"O que está verdadeiramente em causa é a aceitação de que possa haver interferência política nas agências de acreditação das universidades e, em particular, numa das três agências mais importantes do mundo." reforça José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education.

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