A IA acelerou o conhecimento, mudou o trabalho e está a transformar a forma como ensinamos e aprendemos.
A informação está hoje disponível em todo o lado. Precisamente por isso, aprender não pode passar apenas por acumular conteúdos. É necessário saber escolher, questionar, relacionar, experimentar e decidir. E transformar conhecimento em ação. Responsabilizando-se, obviamente, por ela. Tenho para comigo que as empresas que irão vencer não serão necessariamente as que sabem mais. Serão as que aprendem mais depressa. As que desaprendem, e até esquecem, o que deixou de funcionar. E voltam a reaprender antes das outras.
É aqui que a formação de executivos se torna decisiva.
No Iscte Executive Education, trabalhamos nessa fronteira.
Entre a academia e a empresa, a ciência e a prática, a tecnologia e o humano, o presente e o futuro.
Não formamos para um mundo ideal. Formamos para o mundo real. Com todos os problemas reais. Com empresas reais, dados reais e decisões reais.
O formato é essencial. Tal como essencial é o impacto.
E a presença é, não obstante, insubstituível quando cria relação, debate e experiência. Muito embora o digital acrescente flexibilidade, escala e até personalização. O híbrido pode, igualmente, reunir alguns mundos interessantes. A aprendizagem, per se, tem de mudar comportamentos. Melhorar decisões.
Acelerar resultados.
Criar valor.
Caso contrário, é apenas informação bonitinha, mais ou menos bem apresentada. A IA terá um papel crescente. Vai personalizar conteúdos. Apoiar análises, criar cenários, simular decisões e acelerar processos. Mas penso que não irá substituir tudo. Será que chegaremos ao limiar da metacognição pela IA?
Talvez sim, talvez não. Por enquanto, a liderança continuará a exigir julgamento, ética, coragem, empatia, consciência, autonomia e capacidade para comunicar, mobilizar pessoas e decidir em ambientes
de enorme incerteza.
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