“Cretinos digitais”: proibir uso de IA não resolve

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Nenhum professor quer formar “cretinos digitais”, tal como nenhum estudante ambiciona sê-lo.
A solução não está em fingir que a tecnologia não existe, mas em integrá-la de forma crítica e exigente.


"O manifesto de académicos que pede a proibição da inteligência artificial nas universidades, invocando o risco de transformar alunos em “cretinos digitais”, parte de uma inquietação legítima. Porém, chega a uma conclusão errada. A preocupação com a perda de autonomia intelectual, de capacidade crítica e de pensamento próprio é real e deve ser levada a sério. No entanto, e é importante sublinhar isto várias vezes, acreditar que estes problemas se resolvem proibindo uma tecnologia é não só ingénuo como contraproducente."

"A inteligência artificial não é um instrumento circunscrito ao espaço universitário. Ela está já integrada na vida quotidiana, no trabalho, na administração pública, na criação cultural, nas empresas e, inevitavelmente, no estudo feito em casa ou em qualquer outro lugar. Proibi-la dentro das universidades não impede o seu uso; apenas empurra esse uso para fora do espaço académico, onde deixa de ser discutido, enquadrado e criticado. A universidade, que devia ser o lugar privilegiado para pensar a tecnologia, acabaria por abdicar desse papel." reforça José Crespo de Carvalho, Presidente do Iscte Executive Education.

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