Sara do Ó, Luís Palma da Graça, Rogério Canhoto e Luís Fonseca juntaram-se para criar uma empresa destinada a acelerar a adoção de IA nas PME através de consultoria estratégica e formação.
Quando me perguntam, em jantares de família ou em reuniões com clientes, se a inteligência artificial nos vai substituir, costumo responder com outra pergunta: substituir-nos no quê?
A IA não está a competir com aquilo que nos torna humanos – está, sobretudo, a expor aquilo de que somos verdadeiramente capazes quando paramos de gastar horas a fazer o que uma máquina já faz melhor.
Num momento em que muita atenção se concentra na corrida aos modelos e à infraestrutura, importa não perder de vista a corrida mais decisiva: a da difusão.
Na história das tecnologias de propósito geral, o valor não nasce apenas de quem as inventa, mas de quem as torna úteis, acessíveis e aplicadas à escala.
O que estas tecnologias já resolvem (e como navegar a viagem)
A IA generativa, os bots, os agentes e os robôs são úteis quando os tratamos como colegas – colegas literais, com competências fortes e vulnerabilidades. Servem para preparar uma proposta complexa em horas em vez de dias; para analisar bases de dados com milhares de transações e devolver-nos a informação crítica que faltava; para resumir 200 páginas de literatura científica antes do almoço; para aprender uma nova linguagem técnica, conversando com um tutor que nunca se cansa de nos corrigir. Servem para o médico que recupera tempo de qualidade com o doente quando a transcrição clínica é feita por IA. Servem para a PME do interior que, sem departamento de marketing, consegue lançar uma boa campanha digital. Servem para o estudante que, com um agente bem orientado, transforma um trabalho mediano numa investigação genuína.
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