Em contexto de guerra, instabilidade geopolítica, inflação persistente ou forte volatilidade económica, o consumo deixa de ter substrato racional para ser muito afetado pelo reflexo do medo.
"No final, está sempre condicionado. E é uma derivada das perceções. Ou seja, por um lado sofremos do exagero da segurança psicológica (a guerra é lá longe e primeiro que cá chegue!...), mas, por outro, vivemos em medo permanente, dado que o povo português é dos povos mais medrosos que existem, explicando o medo uma boa parte das ações do consumidor português. Explica, portanto, comportamentos. Por exemplo, uma boa parte da resistência em empreender vem precisamente do medo."
"Há preditores relativamente claros destes comportamentos."
"Tudo isto mostra que o consumo não responde apenas ao preço. Responde a contexto, perceções, expectativas, ansiedade e medo. Muito medo."
"É aqui que faz imensa falta a formação financeira, o conhecimento da lógica de ciclos, os vieses a que somos acometidos para aumentarmos a capacidade de leitura do contexto, melhorarmos decisão sob pressão, distinguirmos barulho permanente de um apito esporádico, gerirmos orçamentos, percebermos risco(s), planearmos, compararmos, negociarmos e escolhermos melhor." afirma José Crespo de Carvalho, Presidente do Iscte Executive Education.
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