Num contexto marcado por transformação tecnológica acelerada (com a IA e a ciência de dados a darem cartas), pressão reputacional em tempo real, organizações híbridas e equipas multigeracionais, a liderança exerce-se através da comunicação
A sessão foi moderada pela diretora de Comunicação e Marca do Grupo Ageas Portugal e presidente da APCE – Associação Portuguesa de Comunicação de Empresa, Inês Simões; e contou com a participação do diretor de Marketing e Comunicação da EMEL, António Rapoula, e do Head of Communications da Galp, Diogo Sousa, que refletiram sobre o papel da comunicação na gestão da reputação, na tomada de decisão e na coerência entre discurso, comportamento e cultura organizacional.
Hoje, cada decisão estratégica é também um ato comunicacional. Cada silêncio é interpretado. Cada frase pode ser amplificada. Cada incoerência torna-se pública. Nesse sentido, o Iscte Executive Education lançou a pós-graduação online em Comunicação para Líderes, um novo programa desenhado de raiz para os dias de hoje.
Segundo os coordenadores do curso, Nuno Antunes e Susana Marques, há três forças que elevaram o patamar de exigência sobre quem lidera. Primeiro, a velocidade. As decisões são escrutinadas quase em tempo real. A gestão da reputação não se faz a posteriori. Segundo, a fragmentação dos públicos. O líder fala para dentro e para fora, em simultâneo. A comunicação interna já não é privada. A comunicação externa é imediatamente comentada internamente. Terceiro, a IA e a importância dos dados. A tecnologia passou a ser extensão cognitiva na preparação de decisões, na análise de risco reputacional, na monitorização de narrativas e até na produção de mensagens. Isto obriga a novas competências. Não apenas técnicas, mas éticas.
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