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PEQUENO-ALMOÇO DEBATE - BUSINESS SCHOOLS: ENTRE A INOVAÇÃO E A REINVENÇÃO

Written by Iscte Executive Education_ | Sep 23, 2026, 10:25:37 AM

As business schools atravessam um período de mudança, marcado por desafios e evolução tecnológica, que exige ir além da transmissão de conhecimento técnico e reforçar a proximidade às empresas. 

 

As escolas de gestão enfrentam um desafio sem precedentes: a transição de um modelo de «transmissão de saber» para um ecossistema de «experiência e aplicabilidade». Num encontro promovido pela Executive Digest, alguns dos principais nomes do sector analisaram as oportunidades e as ameaças que pairam sobre a formação executiva em 2026. Participaram neste encontro Carmen Silva e João Campos (Técnico +), José Veríssimo (ISEG), Luís Schwab (IPAM), Mafalda Pescaria (The Lisbon MBA), Marta Pimentel (Nova SBE), Paulo Martins (ISCTE Executive Education), Sara Pacheco (Católica Porto School of Business and Economics) e Tânia Sousa (Católica Lisbon School of Business & Economics).  

Embora as organizações continuem a investir na valorização dos seus colaboradores, existe hoje uma maior cautela quando o investimento é feito pelo próprio profissional. Nesse caso, a decisão é mais ponderada, sobretudo devido à preocupação com os custos e com o retorno imediato que a formação pode trazer.

Este cuidado acrescido faz ainda mais sentido à luz de um número que surgiu na discussão: a taxa de desemprego entre os jovens com menos de 25 anos ronda os 23%, claramente acima da taxa de desemprego global, que se situa Onos 5,5%. Um desequilíbrio que, mais do que reflectir falta de oportunidades, se traduz sobretudo numa forte compressão salarial nos escalões de entrada «os salários mínimo e mediano estão muito comprimidos», referiu um dos presentes.

A academia enfrenta o desafio de se manter relevante num mundo que muda cada vez mais rápido, tornando difícil acompanhar estas mudanças através de estruturas tradicionais. Existe a percepção de que «a academia está claramente atrasada». O modelo «hiper-estruturado» que marcou o ensino durante décadas parece já não se adaptar a um contexto global mais volátil e imprevisível.
Por isso, um dos principais desafios das escolas é «desformatar a academia», o que implica não só actualizar os currículos, mas também mudar a mentalidade dos docentes.
 

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