A internacionalização, a inteligência artificial e a ligação às empresas estão a redefinir as prioridades da formação executiva.
A formação executiva está a alargar-se a novos públicos, a responder a desafios mais específicos das empresas e a integrar a inteligência artificial nas competências de gestão.
José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education e professor catedrático do Iscte Iul analisa a evolução do setor e a ambição internacional da escola.
Como tem evoluído o perfil das organizações que procuram o Iscte Executive Education? Há novos setores, dimensões de empresas ou geografias a ganhar peso?
Mudou bastante porque o próprio tecido empresarial também mudou.
Continuamos a trabalhar com grandes empresas, mas temos hoje mais empresas médias, grupos familiares, organizações públicas e entidades que atravessam processos profundos de transformação.
Banca, serviços financeiros, indústria, construção, energia, saúde, retalho, tecnologia e digital têm hoje um peso muito forte.
E há outra mudança profunda: a procura deixou de ser apenas portuguesa. Temos mais projetos internacionais, mais participantes estrangeiros e mais programas um pouco por todo o mundo. A geografia da formação executiva deixou de caber no mapa tradicional das escolas. Hoje, talento, empresas e conhecimento circulam. Quem não acompanhar essa circulação fica para trás. Que papel estão a assumir os programas customizados para empresas no vosso portefólio? Há uma tendência para as organizações procurarem soluções cada vez mais desenhadas à medida?
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