Gonçalo Nascimento Rodrigues, consultor em finanças imobiliárias e docente no Iscte Executive Education, explica que "a procura não é feita de natalidade ou de número de residentes", mas sim de "novos agregados familiares" que há 30 anos eram muito menos que atualmente.
"Muitas pessoas olham para a população absoluta. Não cresce, não é possível haver mais procura. Essa ideia é muito limitada. Há mais agregados monoparentais. Há mais divórcios. Há mais imigrantes. E há uma fuga para os grandes centros urbanos", explica ao SIC Verifica.
Quanto a quem compra as casas, apesar de os estrangeiros representarem uma fatia relevante (28%) entre os que adquirem habitação a nível nacional (não há dados concretos da AMP), os portugueses continuam a ser a grande maioria.