Vivemos rodeados de mais informação do que alguma vez tivemos ao nosso alcance e, ainda assim, cada vez é mais difícil saber em que acreditar. Caos e Progresso, de Carlos Guimarães Pinto e José Maria Pimentel, parte deste paradoxo para olhar para o passado e encontrar nele um padrão que ajuda a compreender o presente.
Quando Gutenberg inventou a imprensa, tornou possível uma circulação de conhecimento sem precedentes, mas abriu também caminho à difusão de falsidades e à radicalização religiosa. Séculos mais tarde, a rádio aproximou milhões de pessoas dos acontecimentos, mas acabou apropriada pelos regimes totalitários como instrumento de propaganda. Nas últimas décadas, a Internet e as redes sociais prometiam unir mais pessoas e sociedades, apenas para gerarem mais confusão social e mais divisões insanáveis entre ideias. A distância entre cada um destes eventos históricos é enorme, mas todos revelam o mesmo problema: as grandes revoluções da informação provocam períodos de desordem… enquanto a sociedade aprende a lidar com aquilo que mudou.
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