O primeiro número é avassalador: 80% consideram muito ou extremamente importante saber funcionar em ambientes de mudança permanente, incerteza e stress. Pudera! Basta olhar para o mundo à nossa volta. Em 2024 eram 58%. Em dois anos, de metade passou-se à regra. tornou-se regra.
Depois vem a IA. 51% das organizações respondem que a utilização da IA serve para melhorar práticas de negócio entre as prioridades de 2026; 45% querem automatizar processos; 42% procuram eficiência operacional. Mais importante: 82% dizem já ter IA significativa ou extensivamente integrada no seu trabalho diário.
E aqui aparece a fratura: apenas 35% consideram os seus líderes totalmente preparados para integrar conhecimento produzido por IA, exercer julgamento sobre ele e gerir os riscos associados. Ou seja: a tecnologia avançou muito mais depressa do que a liderança. E, se assim é, liderar sem IA é apenas incompetência.
É precisamente por isso que já não aceito a ideia de que um líder “não precisa de perceber de tecnologia”. Ou de IA. Precisa. Não tem de programar modelos. Mas tem de saber o que é um LLM, porque alucina, o que são contexto e memória, como funcionam agentes, onde entram os dados, que diferenças existem entre automação e autonomia, como se valida uma resposta e onde deve permanecer decisão humana. E, já agora, porque é que a responsabilidade é humana.
Precisamente porque 96% dos inquiridos antecipam funções de liderança em verdadeira fusão humano-IA, então: os líderes terão de orientar, refinar, desafiar e integrar outputs de IA em decisões e processos. E 79% consideram muito ou extremamente importante dotar de sentido ambientes de incerteza para uma transformação bem-sucedida com IA.
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