As empresas portuguesas mantêm a confiança no crescimento, mas não perdem de vista os riscos que marcam o actual contexto económico.
Nos primeiros nove meses de 2026, 72% aumentaram o volume de negócios e, pela primeira vez, o Barómetro mede as expectativas para 2027: 82% prevêem crescer e 62% planeiam aumentar o investimento.
A Inteligência Artificial (IA), a digitalização e a eficiência operacional estão no topo da agenda empresarial. Do Estado, os gestores querem menos burocracia e maior capacidade de execução. A questão, para empresas e Estado, é agora passar das intenções aos resultados.
CRESCIMENTO E INVESTIMENTO
Nos primeiros nove meses de 2026, 72% das empresas aumentaram o volume de negócios face ao mesmo período de 2025, embora 31% tenham registado crescimento de até 5%. Apenas 4% indicaram uma redução. Para o fecho de 2026, 79% antecipam crescimento e, para 2027, essa expectativa sobe para 82%. O investimento acompanha esta trajectória. Até setembro, 51% das empresas indicam ter aumentado o investimento e, para 2027, 62% prevêem reforçá-lo, sem qualquer intenção de redução. Há confiança na evolução da economia portuguesa em 2027: 46% dos gestores atribuem-lhe uma classificação entre 7 e 10 (numa escala de 1a 10), contra 41% que se situam entre 5 e 6. Ainda assim, a incerteza política e orçamental condiciona moderadamente os planos de investimento de 45% das empresas e bastante ou fortemente os de 21%.
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