Antes de escolher um curso, há perguntas que podem ser mais importantes do que o nome da formação ou a sua duração. Maria José Amich, diretora-executiva do The Lisbon MBA Católica/Nova, recomenda que o profissional não pergunte apenas "quanto vou ganhar depois?”, mas antes "que transformação preciso de fazer para chegar à próxima etapa da minha carreira?".
A resposta condicionará o investimento. Uma necessidade técnica específica pode justificar uma formação curta, enquanto uma mudança mais profunda pode exigir outro tipo de percurso. Para a responsável, é importante considerar também a possibilidade de ampliar a visão sobre o negócio, desenvolver liderança, confrontar perspetivas diferentes ou preparar uma mudança de carreira. Para Pedro Nuno Ferreira, professor e chief marketing & sales officer da AESE Business School, "nunca foi tão importante investir na capacidade de aprender e de liderar”. O responsável considera que, perante a transformação da tecnologia, dos mercados e das expectativas sociais, "o maior risco não é mudar, e permanecer igual".
Aprender é um exercício de gestão, José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, recomenda que “não escolha formação para acrescentar uma linha ao curriculo. Escolha formação para mudar a forma como decide." Na sua perspetiva, o programa deve confrontar o participante, obriga-lo a sair do automatismo e permitir uma aplicação imediata.
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