O encontro pretende confrontar a realidade atual com as expectativas e necessidades de quem depende destes cuidados, cruzando diferentes perspetivas sobre um tema que envolve dimensões clínicas, humanas, organizacionais e de política de saúde. Mais do que fazer um diagnóstico da situação, o objetivo passa por transformar a discussão em prioridades e decisões concretas para Portugal.
Entre os temas em análise estarão as principais falhas no acesso aos cuidados paliativos e o seu impacto nos doentes, famílias e profissionais, bem como os obstáculos clínicos, humanos, organizacionais e financeiros que condicionam a resposta existente. O debate procurará ainda analisar o percurso efetivo de uma pessoa que necessita destes cuidados, permitindo identificar os principais desafios ao longo das diferentes etapas.
A discussão contará com a participação de Abel García Abejas, Bruno Venâncio, João Gamelas, Maria Catarina Estevés das Pazes e Nuno Gil, reunindo diferentes perspetivas e experiências em torno dos desafios que se colocam aos cuidados paliativos e ao sistema de saúde.
“Falar de cuidados paliativos é falar da capacidade de um sistema de saúde para responder às pessoas em todas as fases da vida, incluindo quando curar deixa de ser o objetivo. A maturidade de um sistema mede-se também pela forma como organiza recursos, antecipa necessidades e garante respostas com qualidade, equidade e dignidade. Este debate pretende ir além do diagnóstico e contribuir para identificar o que ainda precisa de mudar e, sobretudo, que decisões podem ajudar a concretizar essa mudança”, afirma José Crespo de Carvalho, Presidente do Iscte Executive Education.
A iniciativa dirige-se a profissionais de saúde, gestores hospitalares, decisores políticos, investigadores, representantes da indústria de tecnologias de saúde e estudantes de pós-graduação nas áreas da medicina, gestão e tecnologia.
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