A formação executiva acompanha percursos profissionais cada vez menos previsíveis. Há uma década, escolher uma formação podia começar pela procura do curso certo.
Hoje, a questão tende a ser outra.
José Crespo de Carvalho, presidente do Iscte Executive Education, considera que a pergunta obrigatória para quem procura formação deve ser: que problema e preciso resolver? "EscoIher formação apenas pelo título manifestamente não chega", afirma. A formação executiva deixa de ser vista apenas como um instrumento de progressão individual e passa a estar ligada à capacidade de responder a problemas concretos das organizações. “A formação certa não e seguramente a mais popular.
É a que produz mudança concreta na vida profissional", acrescenta José Crespo de Carvalho. Essa mudança também se reflete no perfil de quem procura estes programas. Oscar Afonso, diretor da FEP Faculdade de Economia e Gestão da Universidade do Porto, identifica participantes mais diversos em idade, setor de atividade e experiência profissional. Há uma procura crescente por respostas imediatas a desafios concretos, por profissionais em transição de carreira, especialistas que assumem funções de liderança e gestores que precisam de atualizar competências perante a transformação digital.
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