A aprendizagem ao longo da vida deixou de ser um complemento ao percurso profissional para se afirmar como uma necessidade num mercado marcado pela transformação tecnológica, pela evolução das competências e pela crescente exigência das organizações.
Num contexto em que a inteligência artificial, a digitalização e os novos modelos de trabalho estão a redefinir funções e lideranças, a formação executiva assume um papel cada vez mais estratégico no desenvolvimento de gestores e equipas.
Em entrevista à Human Resources, José Crespo de Carvalho, professor catedrático de Gestão no Iscte-iul e presidente e CEO do Iscte Executive Education, analisa as principais tendências da formação executiva, as competências mais valorizadas pelas empresas e os desafios que marcarão o futuro da aprendizagem profissional.
De que forma tem evoluído o perfil dos profissionais que procuram formação executiva nos últimos anos? Está mais exigente, mais informado e menos disponível para perder tempo.
Hoje, não se procura apenas um diploma. Procura-se utilidade, aplicação e impacto. Muito impacto. Temos profissionais seniores que querem recentrar a carreira, quadros intermédios que precisam de ganhar ferramentas técnicas e de liderança e perfis técnicos que perceberam que saber muito de uma área já não chega; precisam de alargar scope. É preciso saber gerir, comunicar, negociar, decidir, assumir responsabilidade e liderar.
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