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A IA vai matar líderes, desmascarando-os!

Written by Iscte Executive Education_ | Sep 14, 2026, 10:45:18 AM

Steve Jobs percebeu, há anos, algo que muitos gestores ainda não perceberam e não querem perceber: contratar pessoas inteligentes para depois lhes dizer exatamente o que fazer é um desperdício monumental. 

 

No início, Jobs era um micro-manager quase obsessivo. Mais tarde percebeu que o papel do líder não era controlar cada passo. Era definir o problema, estabelecer um nível de exigência brutal, escolher gente extraordinária e deixá-la trabalhar.

Com a Inteligência Artificial esta ideia já mudou muito.

Vê isto: se liderar é distribuir tarefas, controlar execução, pedir relatórios, resumir reuniões e verificar procedimentos, temos um problema gigante. A IA faz uma parte crescente disso mais depressa, mais barato e, em muitos casos, melhor.

O líder está desmascarado. Então, pergunto, para que serve um líder?

Talvez tenhamos passado demasiados anos a ensinar gestores a gerir e poucos anos, muito poucos, a ensinar líderes a pensar.

Com IA, o líder deixa de valer pelas respostas que tem para dar. As máquinas terão milhões de respostas e cambiantes para todas elas. O líder vale pelas perguntas que consegue fazer. E para fazer perguntas boas é preciso saber de negócio e de pessoas. Quem não sabe não pergunta. Porque não sabe o que perguntar.

Há uma questão talvez ainda mais incómoda do que “para que serve um líder?”: “se amanhã a IA fizer 50% do meu trabalho, quais são os 50% que justificam que eu continue por aqui?”

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