Teste 6

Written by Álvaro Rosa

Published Março 24 ,12h00

1. Perfis de liderança – Um dos aspetos mais críticos na forma de gerir um negócio serão necessariamente os perfis de liderança a emergir. Inspiração, exemplo, delegação, centralização, visão? Ou nenhum deles? Haverá uma nova forma de humanidade sem toque, distante, sem abraço ou incentivo de proximidade? Está por criar. Temos um novo homem, um novo líder e um novo colaborador em nascimento.

2. Necessidade de motivação e produtividade – Como se poder motivar e induzir produtividade nas pessoas? Haverá proximidades q.b., com distanciamentos sociais q.b.. A produtividade será a mesma quando, por exemplo, há menos sentido de grupo ou, outro exemplo, a empatia num serviço não esteja disponível em todo o seu potencial? Em qualquer das circunstâncias perder a produtividade é comprometer as empresas e os salários e degradar a motivação é hipotecar a saúde e o bem-estar organizacionais, inclusive o cimento cultural.

3. Dissociação do medo e segurança – Muito há a fazer relativamente à necessidade de dissociar medo e criar condições de segurança. O discurso do medo anda nos antípodas do discurso da segurança. Não se podem praticar em paralelo. Seria a esquizofrenia discursiva e a descredibilização total. O segredo passará por encontrar o discurso que torne todos mais responsáveis, mais adultos, mas autorreguláveis. E como se faz?

4. Crescimento comprometido – O crescimento de uma grande maioria das empresas está comprometido. Os próximos tempos, senão anos, serão de salvação e de sobrevivência. Na maior parte dos casos e indústrias, sobreviver será a vitória. Isto implica que em condições normais tomemos a crise como uma constante.

5. Necessidades de tesouraria – Com o crescimento comprometido, a necessidade de assegurar tesouraria é absolutamente essencial. Isso implica reduzir custos, retirar gorduras, baixar rendimentos e assegurar a necessidade de liquidez. Se houve altura da história em que cash is king esta é uma delas. E mais à frente logo veremos se, com os créditos concedidos, não teremos também uma crise financeira e a banca com rácios de transformação incomportáveis e NPLs a mais. Indisponível, portanto, para nos assegurar tesouraria senão em condições incomportáveis.

6. Reinvenção da necessidade de propiciar experiência – Impossível não o considerar. O cliente/consumidor continuará interessado na experiência. Como fazer para a reinventar? Paradoxal, no mínimo.

7. Back to human basics – Finalmente, centrar o que se faz no essencial e oferecer ao homem pelo menos os básicos. A procura da sua essência será mais importante e decisiva que nunca e a formação irá desempenhar aqui um papel central, sobretudo na promoção do auto-conhecimento. Isto entronca, porém, numa necessidade de humanismo distante que estará por encontrar.

Tudo junto e estaremos perante um mundo para o qual fazem falta novos skills, e fazer o reskilling de alguém demora hoje muito mais que no passado. Na proporção de 1 para 10 vezes entre passado e presente. Adicionalmente, será necessária uma profunda capacidade, também treinável, de gerir paradoxos e ambientes improvisados. De onde se conclui que nunca foram tão decisivas as estratégias emergentes.